Cansada Demais para Cozinhar? Um Plano B Económico

Author Aisha

Aisha

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Há dias em que abrir o frigorífico parece uma prova de resistência — e eu prometo: dá para comer bem (e gastar menos) mesmo quando estás demasiado cansada para cozinhar.

O “plano” não é começares a fazer marmitas para a semana inteira, nem virares uma pessoa super organizada de um dia para o outro. É só ter um Plano B pronto para aqueles momentos em que o teu cérebro diz “não dá”. Um backup simpático, barato e sem drama, para evitar a espiral: fome → take-away → culpa → “pronto, já estraguei o orçamento”.

Eu já estive aí. Houve alturas em que nem conseguia encarar a app do banco, quanto mais uma receita. O que me salvou foi tirar decisões do caminho. Menos escolhas, menos ansiedade.

O que é um Plano B (na prática)

É uma lista curta de comidas que:

  • levam poucos minutos,
  • usam coisas que aguentam bem na despensa/congelador,
  • e não exigem “vontade de cozinhar”, só o mínimo de movimento.

Pensa nisto como um kit de emergência, mas para a fome. Não é para ser “saudável perfeito”. É para ser suficientemente bom e evitar gastos por impulso.

O teu Plano B em 3 opções (escolhe só 3)

Escolhe três (não dez) para começar. Três já mudam o jogo.

1) “Tigela” rápida (o famoso juntar e mexer)
Base + proteína + qualquer coisa verde + molho.
Exemplos sem complicar:

  • arroz/massa/cuscuz instantâneo + atum/ovo/grão + espinafres/congelados + azeite/limão
  • noodles simples + legumes congelados + ovo mexido

O segredo aqui é ter uma base que faz sozinha e um “topo” que não exige talento — só abrir, aquecer, misturar.

2) Sandes/jantar de prato frio sem vergonha nenhuma
Eu demorei a aceitar isto, mas “lanche para jantar” pode ser um descanso.
Pão/tortilha + queijo/fiambre/húmus + tomate/pepino + um iogurte ou fruta ao lado.
É rápido, sacia, e não te deixa com aquela sensação de “não comi nada”.

3) Congelador amigo (a tua versão do take-away)
Aqui vale ouro ter uma coisa no congelador que te salve:

  • sopa (mesmo comprada, sem culpa)
  • legumes congelados para saltear
  • uma refeição simples congelada para emergências

A diferença é que isto já está pago, já está em casa, e não vem com taxa emocional.

A parte que ninguém diz: o cansaço também gasta dinheiro

Quando estás no limite, o teu cérebro procura alívio rápido. E comida pronta dá esse alívio — por isso não é “falta de disciplina”. É sobrevivência.

O Plano B não é para te fazer sentir controlada. É para te dar um caminho fácil quando não tens capacidade para escolher bem.

E se tu pensas “mas eu devia cozinhar mais”… amiga, esse “devia” pesa muito. Comer é uma necessidade, não um teste de caráter.

Como tornar isto realmente “automático”

Aqui vai a pequena mudança que fez diferença para mim: uma lista fixa de reposição.

Só 6–8 itens que, quando começam a faltar, tu repones. Nada de planeamentos gigantes. Coisas tipo:

  • uma base rápida (massa/arroz/cuscuz)
  • duas proteínas fáceis (ovos/atum/grão)
  • legumes congelados
  • sopa
  • pão/tortilhas
  • um molho simples (azeite/limão/soja)

Quando eu não conseguia encarar o banco, eu conseguia encarar uma lista pequena. E, honestamente, isso já era vitória.

Se ajuda, podes acompanhar estas compras como “tranquilidade” em vez de “controlo”. Eu gosto de usar o Monee para registar sem pensar muito — só para ver padrões e reduzir aquele peso mental de “para onde foi o dinheiro?”. Não é para vigiar, é para aliviar.

E se mesmo assim pedires comida?

Então pediste. E pronto. Sem tribunal interno.

O Plano B não elimina a vida real. Ele só reduz a frequência daqueles pedidos que vêm do desespero, não da escolha. E mesmo quando falhas, tu não voltas ao zero — tu voltas ao Plano B no próximo momento em que der.

Start here if this feels hard: escreve 3 opções de “Plano B” numa nota do telemóvel (uma tigela, uma sandes, uma coisa de congelador).

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