Como fazer orçamento para cauções e taxas únicas de instalação

Author Maya & Tom

Maya & Tom

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Pick your model

Escolhe um destes modelos e fica com ele — a ideia é reduzir fricção, não criar um sistema para “vigiar” o outro.

Modelo 1: 50/50 (simples e rápido)

Bom para: rendimentos parecidos, estilo “tudo igual”, pouca vontade de calcular.
Risco: se um ganha bem menos, pode sentir pressão ou perder autonomia.

Modelo 2: Proporcional ao rendimento líquido (o mais suave)

Bom para: rendimentos diferentes, sensação de justiça sem complicar.
Regra-base: cada um contribui para custos conjuntos na mesma proporção do rendimento líquido (ex.: 60/40).

Modelo 3: Papéis fixos (clareza total)

Bom para: quem prefere “tu pagas X, eu pago Y” e não quer recalcular.
Exemplo: uma pessoa cobre renda e contas; a outra cobre alimentação e transporte — e equilibram com um fundo conjunto para custos grandes.


O que conta como “caução” e “taxas únicas” (para não haver discussões)

Antes de dividir, alinhem as categorias. Uma regra simples:

  • Essenciais conjuntos: tudo o que é necessário para viver no espaço (caução, taxas de instalação/ativação, primeira compra básica para a casa, pequenas ferramentas, entregas essenciais).
  • Mimos pessoais: decoração opcional, upgrades “porque sim”, gadgets, plantas “extra”, assinatura premium — cada um decide e paga do seu bolso.
  • Mistos: itens que beneficiam os dois mas são escolhidos por gosto (ex.: tapete “bonito”, candeeiro “de design”). Aqui, decidam um limite e como aprovar.

A regra central: separar “entrada” de “mensalidade”

Cauções e taxas únicas são perigosas porque parecem “só desta vez”, mas podem rebentar o equilíbrio. A nossa regra de casa:

  • Mensal: despesas recorrentes (renda, contas, alimentação).
  • Entrada: custos de instalação e mudança (caução, taxas únicas, compras iniciais essenciais).

Quando tratam “entrada” como uma categoria própria, fica mais fácil escolher um modelo justo e evitar ressentimento.


Regras copiáveis (podes colar e adaptar)

Regra 1 — Como dividir a caução

Escolham uma das opções de justiça (2–3 bastam):

Opção A: Proporcional ao rendimento líquido (recomendada)

  • “A caução é paga na proporção do nosso rendimento líquido (ex.: 60/40).”
  • “Se a proporção mudar muito, redefinimos apenas a partir daí.”

Opção B: 50/50 com proteção

  • “Pagamos 50/50, mas o contributo de cada um para custos de entrada tem um teto em % do rendimento líquido.”
  • “Se bater no teto, o restante vai para a opção proporcional.”

Opção C: Fundo conjunto + ajuste

  • “Juntamos primeiro para um fundo de entrada. Se faltar, completamos proporcionalmente.”
  • “Se sobrar, fica como almofada do casal.”

Regra 2 — Taxas únicas (instalação, ativação, mudança)

  • “Taxas únicas essenciais contam como entrada e seguem o mesmo modelo da caução.”
  • “Qualquer taxa extra por preferência (horário premium, upgrade, serviço opcional) é paga por quem escolheu.”

Regra 3 — Compras iniciais para a casa (sem guerra do IKEA)

  • “Definimos uma lista de essenciais conjuntos e um limite em % do rendimento líquido total.”
  • “Tudo o que ultrapassar esse limite vira: (a) adiado, (b) dividido proporcionalmente, ou (c) comprado como mimo pessoal.”
  • “Para itens mistos, vale a regra: quem quer muito, paga mais — sem ressentimento.”

Mini-roteiro de conversa (curto e prático)

Usem perguntas que levam a decisões, não a debates:

  1. “O que precisamos para viver aqui com conforto mínimo, sem upgrades?”
  2. “Preferes justiça por igualdade (50/50) ou por capacidade (proporcional)?”
  3. “Qual é o teu limite confortável em % do teu rendimento líquido para custos de entrada?”
  4. “O que conta como ‘mimo pessoal’ que cada um paga sem pedir aprovação?”
  5. “Se sobrar dinheiro do fundo de entrada, queremos almofada, viagem, ou reduzir o próximo mês?”

Três formas de evitar ressentimento (sem policiamento)

  • Decisão por pacote: em vez de negociar cada taxa, concordem com o modelo e a categoria (“entrada” vs “mensal”).
  • Autonomia protegida: cada um mantém um espaço para gastos pessoais sem justificações.
  • Transparência leve: uma lista curta do que é conjunto, um fundo definido, e pronto — foco no resultado: casa montada, stress baixo.

Exemplos de regras para três áreas comuns

Renda e contas

  • “Renda e contas fixas são pagas pelo modelo escolhido (50/50, proporcional, ou papéis fixos).”
  • “A regra não muda a menos que o rendimento ou a casa mudem.”

Supermercado

  • “Temos um orçamento de alimentação em % do rendimento líquido total.”
  • “Extras pessoais (snacks específicos, bebidas especiais) vão para o bolso de quem quer.”

Fundo de viagem

  • “Criamos um fundo conjunto com contribuição proporcional.”
  • “Luxos opcionais na viagem seguem a regra: quem quer, paga (total ou parte maior).”

Quando cada modelo costuma funcionar melhor

  • 50/50: quando ambos ficam confortáveis e ninguém “aperta” para acompanhar.
  • Proporcional: quando querem sentir parceria mesmo com rendimentos diferentes.
  • Papéis fixos: quando querem previsibilidade e menos cálculo, com um fundo conjunto para custos grandes.

Nenhum modelo é “mais maduro”. O melhor é o que reduz fricção e deixa os dois a sentir-se respeitados.


If this feels hard, start here

  • “Tudo o que é entrada essencial (caução + taxas únicas) é pago proporcionalmente ao rendimento líquido.”
  • “Tudo o que é mimo pessoal é pago por quem escolhe.”
  • “Se um item for misto e houver dúvida: adiamos até concordar.”

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